Posso ficar em silêncio na delegacia? Conheça seus direitos e como se defender

Entenda o valor do silêncio estratégico, por que ele não significa confissão de culpa e como essa garantia constitucional protege sua liberdade. Veja a análise abaixo do advogado que foi campeão brasileiro de direito penal e processo penal Imagine que você foi parado em uma blitz, ou pior, que agentes bateram à sua porta com uma intimação para comparecer imediatamente à delegacia. O ambiente policial é, por natureza, intimidador. Existe uma pressão psicológica invisível, mas palpável, que faz com que a maioria das pessoas sinta uma necessidade quase incontrolável de falar, de explicar o seu lado ou de tentar convencer o delegado de que tudo não passa de um mal-entendido. É nesse momento de vulnerabilidade que ocorrem os erros mais graves em uma defesa criminal. A pergunta que muitos se fazem, tomados pelo nervosismo, é: posso ficar em silêncio na delegacia? A resposta curta e direta é sim. Mais do que uma possibilidade, o silêncio é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal de 1988 e por tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário. No entanto, o exercício desse direito ainda é cercado de mitos e medos. Muitos acreditam que “quem cala consente” ou que o silêncio será interpretado pelo juiz como uma prova de culpa. Neste artigo, vamos desmistificar o direito ao silêncio. Vou explicar a base jurídica dessa proteção, por que ela é a estratégia mais inteligente em muitos casos e como a presença de um advogado criminalista transforma esse silêncio em uma ferramenta técnica de defesa. Se você ou um familiar estão enfrentando uma investigação, entender o peso das suas palavras (ou da ausência delas) na delegacia é o primeiro passo para preservar a sua liberdade. O que diz a lei sobre o direito ao silêncio? O direito ao silêncio é a face mais visível do princípio jurídico conhecido como nemo tenetur se detegere, que em tradução livre significa que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Esse conceito está cravado no artigo 5º, inciso LXIII da nossa Constituição, que afirma: “o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado”. Esse direito não se aplica apenas a quem está preso em flagrante. Ele vale para qualquer pessoa que esteja prestando depoimento na condição de investigado ou suspeito. Quando você senta diante de um escrivão ou delegado, a primeira obrigação da autoridade policial é informar que você tem o direito de não responder às perguntas. Se a polícia não fizer esse alerta, o depoimento pode ser anulado judicialmente. O aviso de miranda no Brasil Muitas pessoas conhecem o “Aviso de Miranda” pelos filmes americanos, aquela frase que diz “você tem o direito de permanecer em silêncio…”. No Brasil, temos algo equivalente. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a falta de informação sobre o direito ao silêncio no momento da prisão ou do interrogatório gera a nulidade das provas obtidas. Isso significa que, se você foi pressionado a confessar sem ser avisado de que poderia calar, essa confissão pode ser jogada fora pelo juiz no futuro. Ficar em silêncio é o mesmo que confessar a culpa? Este é o maior mito que existe no imaginário popular. No dia a dia das delegacias, é comum ouvir frases como “se você não deve, por que não fala?”. Essa é uma tática de pressão. Juridicamente, o silêncio é neutro. A própria lei brasileira, no Código de Processo Penal, deixa claro que o silêncio não pode ser interpretado em prejuízo da defesa. Diferente do que ocorre em uma conversa social, onde o silêncio pode parecer suspeito, no processo penal ele é um direito de resistência. O Estado tem todo o aparato para investigar, buscar provas, perícias e testemunhas. O acusado não tem o dever de ajudar o Estado a condená-lo. Portanto, o juiz não pode escrever em uma sentença que condenou alguém porque a pessoa não quis falar na delegacia. Se ele fizer isso, a decisão será anulada por qualquer tribunal superior. Exemplo prático: o perigo da “explicação” sem estratégia Para ilustrar como o silêncio pode ser a melhor saída, considere um caso real que chegou ao nosso escritório. Um homem foi acusado de participar de um esquema de estelionato digital. Ao ser intimado, ele foi à delegacia sozinho, acreditando que, por ser inocente, bastaria contar a verdade. Durante o depoimento, o delegado fez perguntas sobre o seu histórico profissional e sobre pessoas com quem ele teve contato anos atrás. Tentando ser prestativo, ele confirmou que conhecia uma das pessoas investigadas, mas esqueceu de mencionar que o contato foi estritamente profissional e ocorrido muito antes do crime. O escrivão anotou apenas: “o investigado confirma que possui vínculo com o corréu”. Essa frase isolada no papel foi usada pelo Ministério Público para pedir a sua prisão preventiva, alegando “associação criminosa”. Se ele tivesse ficado em silêncio e falado apenas na presença de um advogado, teríamos analisado o inquérito antes e ele teria esclarecido o contexto exato do contato, ou simplesmente calado até que as provas fossem apresentadas. O silêncio teria evitado meses de angústia processual. O interrogatório de bastidores: a armadilha das conversas informais Um ponto de extrema importância é o que chamamos de interrogatório de bastidores. Muitas vezes, antes de ligar o gravador ou começar a digitar o depoimento oficial, os policiais iniciam uma conversa amigável com o suspeito. É o famoso: “nos ajude aqui, conte o que aconteceu que a gente facilita para você”. Essas conversas não são registradas formalmente, mas o que você diz ali pode virar um relatório policial. Os agentes podem testemunhar em juízo dizendo: “ele me confessou informalmente enquanto íamos para a delegacia”. Embora a legalidade disso seja questionável, é uma dor de cabeça que pode ser evitada. O direito ao silêncio deve ser exercido desde o primeiro minuto da abordagem, inclusive dentro da viatura. A única resposta segura para qualquer pergunta sobre os fatos é: “eu só falo na presença do meu advogado”. Quando vale

Fui acusado de sonegação fiscal: como se defender e evitar a prisão?

Veja a análise abaixo do advogado que foi campeão brasileiro de direito penal e processo penal Foi acusado de sonegação fiscal? Receber uma notificação do fisco ou ser intimado pela polícia para prestar esclarecimentos sobre uma suposta sonegação fiscal é um dos momentos mais críticos para qualquer empresário ou contribuinte. O impacto não é apenas financeiro: estamos falando de uma acusação que pode levar à prisão e manchar a reputação de uma vida inteira de trabalho. No Brasil, a complexidade do sistema tributário é tão alta que a linha entre um erro de preenchimento e uma acusação criminal é extremamente tênue. A sensação de ser tratado como criminoso por causa de divergências em impostos gera uma angústia profunda. O medo de ter bens bloqueados, contas congeladas ou, no pior dos cenários, de enfrentar o cárcere, paralisa muitos gestores. No entanto, o direito tributário e o direito penal caminham juntos para oferecer garantias ao cidadão. Estar sendo investigado por sonegação não significa uma condenação automática. Existem estratégias sólidas de defesa que podem levar ao arquivamento da investigação ou até à extinção da punibilidade. Este artigo foi elaborado para ser o seu guia de defesa técnica. Vamos explorar como o crime de sonegação é configurado, quais são os seus direitos durante o processo e como a atuação conjunta de um advogado criminalista e um especialista em tributos pode evitar que um problema fiscal se transforme em uma sentença de prisão. O que configura o crime de sonegação fiscal Muitas pessoas confundem o simples não pagamento de um imposto com o crime de sonegação. É preciso deixar claro que, no ordenamento jurídico brasileiro, dever impostos não é crime por si só. A sonegação fiscal, conforme descrita na lei 8.137/90, exige um elemento essencial: a fraude. Para que exista o crime, o contribuinte deve ter agido com o objetivo de enganar o fisco para omitir informações ou prestar declarações falsas. Algumas condutas comuns que geram essas acusações são: Se não houve intenção de fraudar, mas apenas um erro de interpretação da norma ou uma falha humana no setor de contabilidade, a defesa focará na ausência de dolo. Sem a vontade consciente de enganar o estado, a conduta pode gerar multas administrativas, mas não deve resultar em uma condenação criminal. Exemplo prático: o erro de interpretação que virou denúncia criminal Para ilustrar como uma acusação de sonegação pode surgir de um mal-entendido, considere o caso de uma empresa de logística que atendemos recentemente. A empresa estava utilizando um crédito tributário que acreditava ser legítimo com base em uma decisão judicial de outro estado. A receita federal, porém, entendeu que aquele crédito não era aplicável e lavrou um auto de infração milionário, encaminhando uma representação fiscal para fins penais ao ministério público. O empresário foi surpreendido com uma intimação policial para depor sobre o crime de sonegação. Através de uma defesa técnica, demonstramos que não houve fraude: a empresa havia declarado todas as operações de forma transparente, mas houve uma divergência de interpretação jurídica sobre o aproveitamento dos créditos. O tribunal entendeu que se tratava de uma discussão puramente tributária e não criminal, resultando no trancamento da ação penal. Esse caso demonstra que a clareza na exposição dos fatos é o que separa um gestor honesto de uma condenação injusta. A importância da súmula vinculante 24: por que você não pode ser preso agora? Um dos maiores escudos da defesa criminal tributária é a súmula vinculante 24 do supremo tribunal federal. Ela determina que o crime de sonegação fiscal (em sua modalidade material) só se consuma após a decisão final na esfera administrativa. Isso significa que: Muitas vezes, a polícia abre inquéritos precocemente. O papel do advogado é identificar essa falha e pedir o trancamento imediato do inquérito por falta de condição de procedibilidade. Diferença entre inadimplência e sonegação: você realmente cometeu um crime? Existe uma confusão perigosa entre o devedor que não tem dinheiro para pagar e o sonegador que oculta patrimônio. A crise financeira é uma realidade para muitos empresários e, por vezes, a escolha é entre pagar o imposto ou pagar a folha de salários dos funcionários. O superior tribunal de justiça já pacificou o entendimento de que a simples inadimplência, mesmo que reiterada, não configura crime de sonegação se não houver fraude. No entanto, houve uma mudança importante recentemente sobre o icms declarado e não pago. O stf decidiu que quem declara o imposto, mas não o recolhe de forma contumaz e com dolo de apropriação, pode sim responder criminalmente. Mesmo nesse cenário, a defesa do acusado de sonegação fiscal pode alegar a inexigibilidade de conduta diversa por dificuldades financeiras. Se o advogado provar que a empresa estava em uma situação de pré-falência e que o não pagamento foi a única forma de manter o negócio vivo, o juiz pode absolver o acusado com base na excludente de culpabilidade. Como funciona a defesa na esfera administrativa e criminal? A defesa de um indivíduo acusado de sonegação fiscal deve ser feita em duas frentes simultâneas. Ignorar uma delas pode ser fatal para a sua liberdade. 1. A defesa administrativa (o foco no imposto) O objetivo aqui é provar que o cálculo do fisco está errado ou que o imposto não é devido. 2. A defesa criminal (o foco na liberdade) O objetivo aqui é proteger o indivíduo (sócio, diretor ou contador) acusado de sonegação fiscal das penas de prisão. Perguntas frequentes (FAQ) sobre sonegação fiscal 1. O contador também pode ser preso por sonegação? Sim, se ficar provado que ele colaborou ativamente para a fraude ou que orientou o empresário a omitir dados ilegalmente. No entanto, se o contador apenas processou as informações falsas enviadas pelo cliente sem saber da fraude, ele não deve ser responsabilizado criminalmente. 2. Posso ser preso se a minha empresa não tiver dinheiro para pagar o imposto? Se a empresa apenas declarou e não pagou por falta de caixa, a regra geral é que não haja prisão, mas sim cobrança judicial (execução fiscal). A prisão só entra

Minha ex entrou com medida protetiva: saiba o que fazer agora e como se defender

Veja a análise abaixo do advogado que foi campeão brasileiro de direito penal e processo penal Sua ex entrou com medida protetiva? Receber a notícia de que uma ex-companheira entrou com uma medida protetiva de urgência é um momento de enorme tensão e incerteza. Para muitos homens, o primeiro contato com essa realidade acontece através de uma viatura da polícia na porta de casa ou do trabalho, trazendo uma intimação que determina o afastamento imediato do lar e a proibição de qualquer tipo de contato. O impacto emocional é acompanhado por um medo justificado: o descumprimento de uma medida protetiva é um dos caminhos mais rápidos para uma prisão preventiva no Brasil. Embora a Lei Maria da Penha seja um instrumento essencial para a proteção da mulher em situação de vulnerabilidade, não é raro que o sistema seja acionado em contextos de vingança, alienação parental ou disputas patrimoniais. O grande problema é que, pela natureza urgente da medida, o juiz costuma conceder as restrições ouvindo apenas um lado da história. Sem uma defesa estratégica e imediata, uma decisão provisória pode se tornar um pesadelo duradouro, afetando sua convivência com os filhos, sua reputação e sua liberdade. Este artigo foi escrito para orientar você que acabou de ser surpreendido por essa decisão judicial. Vamos tratar dos limites da lei, do que você jamais deve fazer após a intimação e de como o trabalho de um advogado criminalista especialista pode ajudar a reequilibrar o processo e buscar a revogação ou ajuste das medidas. O que é a medida protetiva e como ela foi concedida? A medida protetiva de urgência é uma decisão judicial rápida, fundamentada na Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). Ela tem como objetivo interromper ou prevenir atos de violência doméstica, que podem ser físicos, psicológicos, sexuais, patrimoniais ou morais. O ponto crucial que você deve entender é: o juiz decide “inaudita altera parte”, ou seja, sem ouvir você primeiro. Basta que a mulher vá à delegacia, registre um boletim de ocorrência e relate que se sente ameaçada ou em risco. Com base apenas nesse relato, o magistrado tem 48 horas para determinar restrições como: Exemplo prático: o caso da disputa de guarda e a medida protetiva Para ilustrar a importância de uma defesa técnica, considere o caso de um cliente que atendemos recentemente: após decidir se separar e pedir a guarda compartilhada dos filhos, sua ex-esposa foi à delegacia alegando que ele a havia ameaçado verbalmente durante uma discussão. O juiz concedeu a medida protetiva determinando o afastamento do lar e a proibição de contato inclusive com os filhos. O cliente, desesperado, quase cometeu o erro de ligar para ela para implorar que visse as crianças. Ao ser orientado por nossa equipe, ele manteve o distanciamento total. Entramos com um pedido de urgência demonstrando, através de prints de conversas anteriores e depoimentos de vizinhos, que a acusação de ameaça era infundada e que o objetivo dela era apenas dificultar a guarda compartilhada. O juiz, ao analisar o outro lado da moeda trazido pela defesa, revogou a proibição de contato com os filhos e autorizou que as visitas ocorressem com a intermediação de um familiar, preservando o vínculo do pai com as crianças. Fui intimado, e agora? Os primeiros passos para sua defesa A regra de ouro após receber uma medida protetiva é: não tente resolver a situação sozinho. Qualquer tentativa de “explicar o seu lado” para a ex-companheira será interpretada como descumprimento e crime. Se sua ex entrou com medida protetiva, siga este roteiro: Respeite rigorosamente a distância e o silêncio Mesmo que ela procure você, mesmo que ela diga que “está tudo bem” ou que se arrependeu, não responda e não se aproxime. Muitas prisões acontecem porque a mulher chama o ex-companheiro para conversar e, no meio da conversa, aciona a polícia. Para a lei, o que vale é a decisão do juiz que ainda está em vigor, e não a vontade momentânea da vítima. Contrate um advogado criminalista especialista em lei maria da penha A medida protetiva gera um processo judicial. Você tem o direito de apresentar a sua defesa (chamada tecnicamente de contestação ou pedido de revogação). O advogado terá acesso aos autos para ver exatamente o que ela alegou na delegacia e quais provas ela apresentou (se é que apresentou alguma). Reúna provas de sua conduta Se sua ex entrou com medida protetiva e as acusações são falsas, comece a organizar sua contraprova: O risco real: crime de descumprimento de medida protetiva Desde 2018, o descumprimento de medida protetiva é um crime autônomo, previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha. A pena é de detenção de 3 meses a 2 anos. O detalhe mais perigoso é: em caso de prisão em flagrante por descumprimento, o delegado de polícia não pode conceder fiança. Apenas o juiz poderá decidir se você será solto ou se a prisão será convertida em preventiva. Isso significa que um simples “oi” enviado por mensagem pode levar você direto para uma cela de triagem, onde permanecerá até a audiência de custódia. Portanto, se você precisa buscar roupas ou documentos na casa de onde foi afastado, nunca vá sozinho. O advogado deve peticionar ao juiz solicitando autorização para que você retire seus pertences acompanhado de um oficial de justiça ou força policial. Como revogar ou alterar a medida protetiva? A medida protetiva não é eterna, mas ela não cai sozinha. Ela precisa de uma intervenção jurídica ativa. Existem dois caminhos principais que o seu advogado pode seguir: Pedido de revogação por ausência de risco Se o advogado provar que os fatos narrados pela ex não configuram crime ou que não há risco real à integridade dela, o juiz pode revogar a medida. É muito comum que medidas sejam revogadas quando fica provado que a mulher usou a lei apenas para “tirar o marido de casa” após uma descoberta de traição, por exemplo, sem que houvesse violência. Audiência de justificação O juiz pode designar uma audiência para ouvir as partes antes

Como saber se estou sendo investigado pela polícia? Conheça os sinais e como consultar

Escrito pelo Dr. Lawrence Lino, advogado criminalista campeão brasileiro de direito e processo penal e mestrando em Direito Penal na USP Será que estou sendo investigado? A dúvida sobre estar ou não sob a mira das autoridades é capaz de tirar o sono de qualquer pessoa. Muitas vezes, esse receio não nasce do cometimento consciente de um crime, mas de situações ambíguas: uma empresa que passa por uma auditoria agressiva, um desentendimento comercial que escalou para ameaças judiciais ou até mesmo o fato de ter tido o nome citado em conversas de terceiros que estão sendo monitorados. A incerteza gera paralisia, mas a informação correta é a sua melhor defesa. Saber se existe um inquérito policial ou um procedimento no Ministério Público contra você permite que uma estratégia seja traçada enquanto ainda há tempo de manobra. Este artigo detalha os caminhos legais para descobrir a existência de investigações, explica como interpretar sinais indiretos e reforça por que a busca por um especialista deve ocorrer muito antes de qualquer viatura bater à sua porta. [Clique aqui para falar com o Dr. Lawrence Lino pelo WhatsApp] Sinais indiretos: como perceber que você está no radar das autoridades Nem toda investigação começa com uma intimação oficial entregue na sua casa. Muitas vezes, a polícia utiliza métodos de inteligência que deixam rastros sutis para quem sabe onde olhar. Se você suspeita que está sendo investigado, fique atento aos seguintes pontos: Como consultar se existe um inquérito policial no meu nome A consulta para saber se você é alvo de um procedimento criminal não é tão simples quanto checar o Serasa, mas existem caminhos formais que podem ser percorridos. Certidões de distribuição criminal O primeiro passo é solicitar as Certidões de Distribuição Criminal nos tribunais. Essas certidões mostram se existem processos em andamento ou mandados de prisão expedidos. É importante notar que o inquérito policial, por ser uma fase pré-processual, nem sempre aparece nessas certidões de imediato, especialmente se estiver sob sigilo. Consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) O CNJ mantém um portal público onde é possível consultar se existe uma ordem de prisão em aberto. Se o seu nome constar nessa lista com um mandado “aguardando cumprimento”, você já está em uma fase avançada de investigação e pode ser preso a qualquer momento. O papel do advogado no acesso ao inquérito A ferramenta mais eficaz para saber se você está sendo investigado é a atuação de um advogado criminalista. Graças à Súmula Vinculante 14 do Supremo Tribunal Federal, o advogado tem o direito de acessar qualquer investigação em curso, mesmo aquelas sigilosas, desde que os atos já tenham sido documentados (como depoimentos já colhidos e laudos prontos). O advogado pode ir diretamente à delegacia de polícia, ao Ministério Público ou ao setor de inteligência para verificar a existência de procedimentos. Se houver sigilo total (segredo de justiça), o profissional poderá peticionar ao juiz para ter acesso aos autos, garantindo que você não seja pego de surpresa. [Clique aqui para falar com o Dr. Lawrence Lino pelo WhatsApp] Exemplo prático: o caso da investigação fiscal silencios Para entender a importância da descoberta antecipada, considere o caso de um empresário do setor de transportes que notou que alguns de seus fornecedores habituais pararam de responder mensagens e que seu gerente financeiro foi chamado para prestar um “esclarecimento simples” em uma delegacia especializada em crimes tributários, sem que o empresário fosse intimado. Ao desconfiar desses sinais, ele contratou uma assessoria jurídica criminal para realizar um levantamento. O advogado descobriu que havia um Procedimento de Investigação Criminal (PIC) tramitando no Ministério Público há seis meses, com pedidos de quebra de sigilo bancário já autorizados. Com essa informação em mãos, a defesa pôde preparar toda a documentação contábil antes que uma busca e apreensão fosse realizada. Quando a polícia finalmente bateu à porta, o empresário já tinha uma estratégia de defesa pronta e as provas que explicavam as movimentações financeiras, evitando uma prisão preventiva que estava sendo cogitada pelos investigadores por suposta “ocultação de provas”. A diferença entre investigação aberta e sigilosa É essencial compreender que o Estado possui dois modos de investigar. Entender em qual deles você pode estar inserido muda completamente a forma de agir. Tipo de Investigação Características Como agir aberta (ostensiva) você recebe uma intimação para depor ou os policiais batem à sua porta com um mandado. comparecer sempre acompanhado de advogado e utilizar o direito ao silêncio se necessário. sigilosa (oculta) envolve escutas telefônicas, quebra de sigilo bancário e monitoramento de dados sem que você saiba. requer monitoramento jurídico constante e análise de sinais indiretos para antecipar a defesa. O segredo de justiça é a regra em investigações que envolvem crimes complexos, como lavagem de dinheiro ou organização criminosa. Nesses casos, o investigado só descobre que está sendo vigiado quando a operação policial é deflagrada. A única forma de furar esse bloqueio de informação é através de uma varredura técnica feita por um advogado especializado. Perguntas frequentes (FAQ) sobre investigações 1. Se eu for à delegacia perguntar se estou sendo investigado, eles me contam? Dificilmente. Se o inquérito for sigiloso, o escrivão ou o delegado podem negar a informação para não prejudicar a coleta de provas. Por isso, a presença do advogado é indispensável, pois ele possui prerrogativas legais de acesso que o cidadão comum não tem. 2. A polícia pode investigar alguém sem abrir um inquérito? Sim. Existe a chamada “VPI” (Verificação de Procedência de Informação). É uma fase preliminar onde a polícia checa se uma denúncia faz sentido antes de abrir o inquérito oficial. Mesmo nessa fase, os atos devem ser registrados e podem ser monitorados pela defesa. 3. Estar sendo investigado significa que serei preso? Não necessariamente. A investigação serve para colher indícios de autoria e materialidade. Muitas investigações são arquivadas por falta de provas. No entanto, o risco de prisão (temporária ou preventiva) existe se o delegado entender que você está atrapalhando o trabalho policial ou se o crime for considerado grave. 4. Quanto tempo dura

Quanto custa um advogado para tirar alguém da cadeia?

Quando alguém é preso, a sensação é de urgência absoluta.O telefone toca, a família se desespera, e a pergunta vem quase no mesmo instante: “Quanto custa um advogado para tirar ele da cadeia?” A verdade é que essa não é uma pergunta simples. E entender isso pode evitar decisões precipitadas em um dos momentos mais delicados que uma pessoa pode enfrentar. Não existe um preço único, e há um motivo para isso Diferente do que muitos imaginam, não existe um valor fixo ou universal para esse tipo de atuação. Isso acontece porque “tirar alguém da cadeia” não é um serviço único. Cada caso exige uma estratégia jurídica própria, que pode envolver desde uma atuação imediata na delegacia até medidas mais complexas no Judiciário. Além disso, existe um parâmetro técnico que orienta a definição dos honorários: a tabela da Ordem dos Advogados do Brasil de cada estado. O que é a tabela da OAB, e por que ela importa Cada estado brasileiro possui sua própria tabela de honorários, elaborada pela OAB local. Essa tabela não fixa um preço obrigatório, mas estabelece valores mínimos de referência, levando em conta: Na prática, ela funciona como um piso ético da profissão, evitando tanto a banalização do serviço quanto cobranças desproporcionais. Por isso, o valor pode variar de um estado para outro — e também de um caso para outro. O que influencia no custo do advogado Alguns fatores impactam diretamente na definição dos honorários e quanto custa um advogado: UrgênciaPrisões exigem atuação imediata. Muitas vezes, o trabalho começa no mesmo dia — ou na mesma hora. Situação da prisãoNão é a mesma coisa atuar em um flagrante recente ou em uma prisão preventiva já decretada. Complexidade do casoAcusações mais graves ou processos com maior volume de provas exigem uma atuação mais técnica e aprofundada. Estratégia jurídica necessáriaPode envolver audiência de custódia, pedido de liberdade, habeas corpus ou atuação em instâncias superiores. Existe advogado gratuito? Sim. A Defensoria Pública presta assistência jurídica para quem não pode pagar. No entanto, em situações urgentes, é importante considerar que o tempo de resposta pode variar, já que a demanda costuma ser alta. E, em matéria penal, tempo é um fator decisivo. O ponto que quase ninguém fala Quando se trata de prisão, a pergunta mais importante não deveria ser apenas “quanto custa um advogado”. Mas sim: “O que pode acontecer se nada for feito agora?” As primeiras horas após a prisão são determinantes. É nesse momento que podem ser discutidas ilegalidades, garantidos direitos e construída a base da defesa. Uma atuação tardia pode tornar o caminho muito mais difícil. Então, quanto custa? A resposta correta é: depende do caso concreto e da tabela da OAB do estado. Qualquer valor genérico, sem análise da situação, corre o risco de ser impreciso — ou até irresponsável. Quando procurar um advogado Se alguém próximo foi preso ou existe risco de prisão, o ideal é buscar orientação o quanto antes. Cada caso tem particularidades que precisam ser analisadas rapidamente, especialmente para identificar possibilidades de atuação imediata. Conclusão O custo de um advogado criminalista não é definido por um número fixo, mas por critérios técnicos, éticos e estratégicos — tendo como base a tabela da OAB de cada estado. Mais do que o valor, o que está em jogo é a liberdade e o rumo de todo o processo. E, em situações como essa, agir rápido costuma fazer toda a diferença. Se precisa de mais esclarecimentos, entre em contato no WhatsApp abaixo.

Como funciona a progressão de regime fechado e semiaberto

Veja a análise abaixo do advogado que foi campeão brasileiro de direito penal e processo penal Uma das dúvidas mais frequentes de familiares de pessoas presas é: quando o preso poderá sair do regime fechado ou progredir para um regime menos rigoroso? A chamada progressão de regime é um direito previsto na legislação brasileira que permite ao condenado cumprir a pena de forma gradual, passando por regimes menos severos à medida que demonstra bom comportamento e cumpre parte da pena. Entender como esse processo funciona é fundamental para que o preso e sua família saibam: Neste guia você entenderá como funciona a progressão de regime no Brasil e quais fatores podem acelerar ou atrasar esse direito. O que é a progressão de regime A progressão de regime é o mecanismo que permite ao condenado passar de um regime mais rigoroso para outro menos severo durante o cumprimento da pena. No sistema penal brasileiro existem três regimes principais: Regime fechado O preso cumpre a pena dentro de estabelecimento prisional de segurança maior, com restrições mais rígidas. Regime semiaberto O condenado pode trabalhar ou estudar durante o dia e retorna à unidade prisional à noite. Porém, na maioria dos estados não existe estabelecimento adequado, e o preso do semiaberto fica em prisão domiciliar com tornozeleira. Regime aberto A pena é cumprida com menor restrição, normalmente em casa de albergado ou em condições fixadas pelo juiz. A progressão ocorre de forma gradual, passando normalmente do fechado para o semiaberto e depois para o aberto. Qual lei regula a progressão de regime A progressão de regime é regulada principalmente pela Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984). Essa lei estabelece que o condenado pode progredir de regime quando cumprir dois requisitos fundamentais: Sem o cumprimento desses dois requisitos, o juiz da execução penal não pode autorizar a progres Quanto tempo o preso precisa cumprir para ter direito à progressão de regime O tempo necessário para progressão depende de alguns fatores importantes: Após alterações legislativas recentes, principalmente o chamado Pacote Anticrime, os percentuais variam conforme a situação do condenado. Alguns exemplos comuns: 16% da pena Pode ocorrer em crimes sem violência ou grave ameaça cometidos por réu primário. 25% da pena Pode ocorrer em crimes cometidos com violência ou grave ameaça por condenado primário. 40% da pena Em determinados crimes hediondos quando o condenado é primário. 60% da pena Em casos de reincidência em crime hediondo. Cada caso precisa ser analisado individualmente, pois o cálculo da progressão depende da condenação específica. Exemplo prático de cálculo de progressão de regime Imagine uma condenação de 8 anos de prisão por crime comum sem violência. Se o percentual aplicável for de 16% da pena, o cálculo seria: 8 anos × 16% = 1 ano e cerca de 3 meses Após cumprir esse período e demonstrar bom comportamento, o preso poderá ter direito a solicitar a progressão. Esse cálculo pode sofrer alterações quando existem fatores como: O que é o bom comportamento carcerário Além do tempo mínimo de pena, o preso precisa demonstrar bom comportamento dentro da unidade prisional. Esse requisito é avaliado pela administração do presídio e registrado em documento chamado: atestado de conduta carcerária Se o preso comete faltas graves, isso pode impedir ou atrasar a progressão. Entre as faltas graves mais comuns estão: Quando ocorre falta grave, o prazo para progressão pode ser reiniciado ou aumentado. O juiz concede a progressão automaticamente? Não. Mesmo quando o preso cumpre os requisitos, a progressão precisa ser analisada pelo juiz da execução penal. O procedimento normalmente envolve: Quando os requisitos estão preenchidos, a progressão costuma ser concedida. Por outro lado, erros no cálculo da pena ou falta de documentos podem atrasar esse processo. O que pode atrasar a progressão de regime Algumas situações podem impedir ou retardar o pedido de progressão. Entre as mais comuns estão: cálculo de pena desatualizado Nem sempre o sistema da execução penal atualiza automaticamente o momento exato em que o preso adquire o direito. falta de documentação do presídio O juiz depende de documentos como o atestado de conduta carcerária. existência de outras condenações Quando o preso possui mais de um processo, o cálculo da pena pode se tornar mais complexo. faltas disciplinares Como mencionado, faltas graves podem alterar o prazo necessário para progressão. Por esse motivo, é importante que a situação da execução penal seja acompanhada regularmente. O papel do advogado no pedido de progressão de regime Embora a progressão seja um direito previsto em lei, o acompanhamento jurídico pode ser essencial para garantir que o pedido seja analisado no momento correto. O advogado pode atuar em diferentes etapas: Em alguns casos, erros no cálculo podem atrasar a progressão por meses ou até anos. Perguntas frequentes sobre progressão de regime O preso precisa pedir a progressão ou o juiz concede automaticamente? Em teoria, o sistema da execução penal deveria identificar automaticamente quando o preso adquire o direito. Na prática, muitas vezes é necessário provocar o Judiciário para que o pedido seja analisado. O preso pode ir direto do regime fechado para o aberto? Em regra, a progressão ocorre de forma gradual. No entanto, existem situações específicas em que decisões judiciais podem permitir progressões diferenciadas, dependendo do caso. Quem decide a progressão de regime? A decisão é tomada pelo juiz da execução penal, responsável por acompanhar o cumprimento da pena. Quando procurar orientação jurídica sobre progressão de regime Se um familiar está preso e existe dúvida sobre: Pode ser importante compreender a situação jurídica da execução penal. Cada caso possui características próprias e o tempo necessário para progressão pode variar conforme a condenação e o histórico do preso. Quer saber o que fazer se seu parente foi preso injustamente? Então clique aqui. Nossa equipe é muito experiente em casos desta natureza e conta com o advogado campeão brasileiro de direito penal processo penal. Caso deseje esclarecer dúvidas sobre a situação de um familiar ou compreender melhor como funciona a progressão de regime, é possível entrar em contato pelo WhatsApp abaixo para orientações iniciais.

Fui acusado de golpe no WhatsApp/internet: como se defender de estelionato digital

Veja a análise abaixo do advogado que foi campeão brasileiro de direito penal e processo penal Se você recebeu uma intimação policial por estelionato digital, descobriu que seu nome foi vinculado a um golpe no WhatsApp, ou foi informado de que existe um inquérito policial por fraude na internet, é fundamental agir com rapidez e estratégia. Em muitos casos, pessoas honestas acabam sendo investigadas porque: Antes de qualquer providência, existem quatro medidas fundamentais: Neste guia você entenderá: O que é estelionato digital e quais são as penas previstas O crime de estelionato está previsto no artigo 171 do Código Penal e ocorre quando alguém obtém vantagem ilícita causando prejuízo a outra pessoa por meio de fraude, engano ou manipulação. Com o crescimento dos crimes virtuais, a legislação brasileira passou a tratar com mais rigor as fraudes cometidas pela internet. A fraude eletrônica após a Lei 14.155/2021 A Lei 14.155/2021 criou uma forma qualificada de estelionato quando o crime ocorre por meio de: Nesses casos, a pena pode chegar a: 4 a 8 anos de reclusão, além de multa. Essa alteração legislativa aumentou significativamente a gravidade das acusações envolvendo golpes virtuais. As principais consequências são: maior risco de prisão preventiva Com pena mínima mais elevada, a investigação pode resultar em pedidos de prisão durante o inquérito. menos possibilidades de acordos penais Quanto maior a pena prevista, mais restritas se tornam algumas soluções negociadas no processo penal. Por esse motivo, acusações de golpe na internet ou golpe no WhatsApp exigem uma defesa técnica desde o início da investigação. Posso ser preso por golpe no WhatsApp ou golpe no PIX? Sim, a prisão pode ocorrer em determinadas situações. A prisão preventiva pode ser decretada principalmente quando: Por outro lado, diversos fatores podem reduzir significativamente esse risco: Cada caso precisa ser analisado individualmente, pois muitas acusações acabam sendo baseadas apenas em movimentações bancárias ou registros de contas digitais, que nem sempre demonstram quem realmente praticou o golpe. Golpe do PIX: por que o titular da conta acaba sendo investigado Grande parte das investigações por estelionato digital começa a partir do rastreamento de transferências PIX. Quando uma vítima registra um boletim de ocorrência, a polícia solicita aos bancos: Assim, o titular da conta que recebeu o valor costuma se tornar o primeiro investigado do caso. No entanto, isso não significa automaticamente que ele seja o autor do crime. Diversos cenários podem explicar o recebimento do valor: Por esse motivo, a análise técnica das movimentações financeiras é uma etapa essencial da defesa. Situações comuns em que pessoas inocentes são acusadas de golpe na internet Na prática da advocacia criminal especializada em crimes digitais, algumas situações aparecem com frequência nas investigações. Utilização de dados pessoais por criminosos Bancos de dados vazados circulam com facilidade na internet. Com essas informações, golpistas conseguem: Quando o golpe é descoberto, o titular dos dados acaba sendo apontado inicialmente como responsável. Triangulação em vendas pela internet Esse é um dos golpes mais comuns em redes sociais. O criminoso atua como intermediário entre duas pessoas honestas: Quando o problema é descoberto, a investigação pode apontar o titular da conta que recebeu o dinheiro. Desacordo comercial tratado como golpe Nem toda negociação mal sucedida é crime. Em muitos casos ocorre apenas: Mesmo assim, algumas pessoas registram ocorrência policial afirmando que foram vítimas de golpe. A investigação então precisa apurar se houve realmente intenção de fraudar, elemento essencial para caracterizar o crime. Fui acusado de golpe: o que fazer imediatamente Se você descobriu que está sendo investigado por estelionato digital ou recebeu uma intimação policial, alguns cuidados são fundamentais. Não tente resolver a situação diretamente com a vítima Muitas pessoas tentam entrar em contato para explicar o ocorrido. Isso pode gerar problemas sérios, pois a conversa pode ser interpretada como: Qualquer contato deve ocorrer com orientação jurídica. Preserve todas as provas digitais As provas digitais podem demonstrar a sua inocência. Entre os elementos mais relevantes estão: Uma medida recomendável é a ata notarial, realizada em cartório, que confere fé pública ao conteúdo das conversas. Evite apagar mensagens ou arquivos Apagar conversas pode prejudicar a defesa, pois elimina elementos que poderiam demonstrar o contexto real dos fatos. A importância da defesa técnica antes do depoimento policial O depoimento prestado em delegacia não é apenas uma conversa informal. Ele se torna prova documental dentro do inquérito policial e pode influenciar diretamente a decisão do Ministério Público sobre oferecer ou não denúncia. Por isso, é essencial que o investigado saiba: Um advogado criminalista pode: Em muitos casos, a atuação jurídica logo no início do inquérito permite demonstrar inconsistências que podem levar ao arquivamento da investigação. Como provar que você foi usado como “laranja” Quando alguém tem sua conta bancária ou seus dados utilizados por criminosos, a defesa costuma demonstrar a ausência de dolo, ou seja, a inexistência de intenção de cometer o crime. Entre os elementos que podem ser apresentados estão: ausência de contato com as vítimas Se não houve comunicação entre o investigado e as pessoas prejudicadas, isso pode indicar participação indireta ou inexistente. incompatibilidade com o perfil do investigado Histórico profissional, rotina financeira e padrão de vida podem demonstrar que a acusação não faz sentido. provas técnicas de acesso indevido Registros de login, localização de dispositivos e logs de acesso podem demonstrar que contas foram utilizadas por terceiros. Acusação de golpe na internet em Natal ou no Rio Grande do Norte Se você recebeu uma intimação policial por estelionato digital em Natal ou em qualquer cidade do Rio Grande do Norte, é importante analisar o caso com cuidado antes de prestar esclarecimentos. Delegacias e setores especializados em crimes cibernéticos costumam agir rapidamente em investigações envolvendo: Uma análise jurídica detalhada pode identificar: Cada investigação possui características próprias, e uma estratégia defensiva bem estruturada pode alterar completamente o rumo do caso. Perguntas frequentes sobre acusações de golpe na internet A vítima pode retirar a queixa? O estelionato é, em regra, crime de ação penal pública condicionada à representação. Isso significa que a vítima precisa manifestar interesse na

Sou obrigado a desbloquear o celular para o policial?

Descubra o que a lei diz sobre a privacidade dos seus dados, os limites da autoridade policial durante uma revista e como agir para proteger sua intimidade. Imagine que você está caminhando pela rua ou dirigindo seu carro quando é parado em uma abordagem de rotina. Os policiais solicitam seus documentos, revistam seus pertences e, subitamente, pedem que você desbloqueie o celular e abra o WhatsApp ou a galeria de fotos. Nesse momento, surge uma dúvida angustiante: eu sou obrigado a obedecer? Se eu negar, posso ser preso por desobediência? Essa é uma das situações mais comuns e delicadas no dia a dia do Direito Criminal. Com a evolução da tecnologia, nossos smartphones deixaram de ser apenas aparelhos de comunicação para se tornarem extensões da nossa própria vida privada, contendo segredos, dados bancários, conversas íntimas e registros profissionais. O acesso a essas informações sem o devido amparo legal representa uma violação profunda da intimidade. A resposta curta e direta: não, você não é obrigado De acordo com a Constituição Federal e o entendimento consolidado dos tribunais superiores (STF e STJ), você não é obrigado a desbloquear seu celular para a polícia durante uma abordagem de rua ou em qualquer outra circunstância sem uma ordem judicial específica. O acesso aos dados do seu aparelho sem o seu consentimento livre e sem um mandado de um juiz é considerado uma prova ilícita. Isso significa que, se o policial visualizar algo no seu celular sem autorização e usar isso para te prender, essa prisão pode ser anulada e a prova descartada do processo. O Princípio da Não Autoincriminação (Nemo Tenetur se Detegere) A base para essa recusa reside em um princípio fundamental: ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo. Se o desbloqueio do celular puder, de alguma forma, revelar informações que te incriminem, você tem o direito garantido por lei de não colaborar. Forçar alguém a fornecer uma senha ou biometria sob ameaça é uma violação direta desse direito constitucional. O Celular é um “Asilo Inviolável”? A Constituição brasileira afirma que “a casa é asilo inviolável do indivíduo”. Com o tempo, o Judiciário entendeu que essa proteção se estende ao ambiente digital. O celular hoje guarda mais segredos do que as gavetas de um armário dentro de um quarto. Portanto, a proteção à intimidade e ao sigilo das comunicações de dados impede que qualquer agente do Estado vasculhe seu aparelho sem uma justificativa legal sólida. O que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu sobre isso? O STJ já fixou o entendimento de que a polícia não pode acessar o conteúdo de celulares apreendidos em flagrante sem autorização judicial prévia. Mesmo que a pessoa tenha sido presa cometendo um crime, a polícia pode apreender o objeto (o aparelho físico), mas não pode devassar a vida digital do indivíduo (as mensagens, fotos e aplicativos) sem que um juiz autorize especificamente essa quebra de sigilo. A Diferença entre apreender o aparelho e acessar os dados É fundamental entender essa distinção técnica para não cometer erros na hora da abordagem: Dica de Ouro: Se o policial pedir para você assinar um termo de “consentimento de acesso”, saiba que você tem o direito de não assinar. Muitas vezes, a polícia utiliza esse documento para validar um acesso que seria ilegal sem a sua assinatura. O Policial pode me prender por desobediência se eu negar a senha? Este é o maior medo das pessoas durante uma abordagem. A resposta é um sonoro não. A desobediência ocorre quando alguém deixa de cumprir uma ordem legal. Como não existe lei que obrigue o cidadão a fornecer senhas de seus dispositivos pessoais para a polícia em uma abordagem de rua, a ordem do policial, nesse caso, carece de fundamento jurídico. Portanto, negar o acesso ao celular não configura crime de desobediência nem de resistência. Se o policial der voz de prisão exclusivamente porque você se recusou a desbloquear o aparelho, ele pode estar incorrendo em abuso de autoridade. O que fazer durante a abordagem policial? Se você for confrontado com essa exigência, mantenha a calma e siga estas diretrizes práticas: Situações excepcionais: quando a polícia pode acessar? Existem apenas três caminhos legais para que a polícia acesse seu celular: Perguntas Frequentes (FAQ) 1. Se eu desbloquear com a digital ou reconhecimento facial, a polícia pode olhar? Se o celular já estiver desbloqueado, o policial poderá tentar navegar por ele. No entanto, juridicamente, o acesso ao conteúdo sem autorização continua sendo questionável. O ideal é manter o celular bloqueado durante toda a abordagem. 2. O policial pode me dar um “tapa” ou me agredir para eu dar a senha? Jamais. Isso configura tortura e abuso de autoridade. Qualquer agressão física para obtenção de prova é crime gravíssimo cometido pelo agente público e anula completamente qualquer evidência encontrada. 3. Eles podem olhar minhas mensagens se eu for preso em flagrante por outro motivo? Não. Mesmo no flagrante, o STJ entende que a devassa dos dados depende de autorização judicial. O celular deve ser lacrado e enviado para perícia, que só agirá após o comando do juiz. 4. Posso apagar mensagens antes de entregar o celular? Se você souber que o celular será apreendido e apagar mensagens com o intuito de destruir provas, isso pode ser interpretado negativamente. No entanto, o melhor caminho é não entregar o acesso. Uma vez que o aparelho é apreendido, o ideal é que ele permaneça como está até que a defesa técnica assuma o caso. A Importância da orientação jurídica especializada A linha que separa o exercício do poder de polícia do abuso de autoridade é muito tênue. Muitas vezes, o cidadão, por medo ou desconhecimento, acaba facilitando uma invasão de privacidade que pode destruir sua reputação ou gerar um processo criminal injusto. O papel do advogado criminalista é garantir que a lei seja cumprida por todos, inclusive por quem deve aplicá-la. Se você teve seu celular acessado sem autorização, ou se está sendo investigado com base em dados obtidos ilegalmente de seu smartphone, a

Meu familiar foi preso injustamente, o que fazer?

Saiba como identificar ilegalidades na prisão, reunir provas de inocência e quais são as medidas jurídicas urgentes para garantir a liberdade imediata. Veja a análise abaixo do advogado que foi campeão brasileiro de direito penal e processo penal Imagine a cena: um telefonema desesperado avisa que um filho, marido ou irmão foi levado pela polícia. O choque é ainda maior quando você sabe, com absoluta certeza, que ele não cometeu crime algum. A sensação de impotência diante de uma injustiça estatal é uma das experiências mais dolorosas que uma família pode enfrentar. Infelizmente, no sistema criminal brasileiro, prisões de pessoas inocentes são mais comuns do que se imagina, muitas vezes causadas por erros em investigações, identificações falhas ou denúncias infundadas. Nesse momento, o desespero pode levar a ações equivocadas que complicam ainda mais a situação. O tempo é um fator determinante. Uma prisão injusta que não é combatida tecnicamente nas primeiras horas pode se transformar em meses de cárcere preventivo. Este artigo foi desenvolvido para ser o seu plano de ação. Aqui, você entenderá como o sistema funciona e como um advogado criminalista atua para reverter esse erro e trazer seu familiar de volta para casa. Por que prisões injustas acontecem no Brasil? Para lutar contra uma injustiça, é preciso entender a origem do erro. A polícia e o judiciário trabalham com informações que nem sempre condizem com a realidade. As causas mais frequentes de prisões de inocentes incluem: Reconhecimento fotográfico falho Este é, estatisticamente, o maior motivo de prisões injustas. Muitas vezes, a vítima de um crime, sob forte emoção, aponta uma foto em um álbum na delegacia que guarda uma semelhança vaga com o verdadeiro autor. Se a foto do seu familiar está em um sistema policial por qualquer motivo antigo, ele corre o risco de ser identificado erroneamente. Erros em investigações e denúncias anônimas Às vezes, uma denúncia anônima aponta um endereço errado ou descreve uma pessoa com características comuns. A polícia, ao cumprir um mandado ou realizar um patrulhamento, acaba detendo o indivíduo errado por estar no lugar errado na hora errada. Flagrantes forjados Embora sejam crimes graves cometidos por agentes do Estado, existem situações onde provas são “plantadas” ou situações são manipuladas para incriminar alguém. Identificar essas nulidades logo no início é o que garante a anulação de todo o processo. O que fazer nos primeiros momentos da prisão? Se você recebeu a notícia de que seu familiar foi preso injustamente, siga este roteiro estratégico para maximizar as chances de soltura imediata: 1. Não tente resolver a situação na base do grito É natural sentir raiva, mas discutir com policiais na delegacia ou tentar impedir a viatura só trará novos problemas, como acusações de desacato ou resistência. Mantenha a postura e foque em reunir informações. 2. Acione um advogado criminalista especializado imediatamente A defesa de um inocente exige técnica. O advogado irá até a delegacia para entender qual é a acusação exata e quais provas a polícia diz ter. Ele é o único que pode conversar com o preso e orientá-lo sobre como se comportar sem produzir provas contra si mesmo. 3. Junte provas de onde ele estava Se o seu familiar estava em casa, no trabalho ou em um compromisso no momento do crime, comece a reunir provas disso agora. Prints de conversas de WhatsApp com horário, recibos de aplicativos de transporte (Uber/99), imagens de câmeras de segurança do prédio ou da rua e depoimentos de testemunhas que estavam com ele são fundamentais. 4. Organize a documentação pessoal Ter em mãos o RG, CPF, comprovante de residência e, principalmente, a carteira de trabalho (mesmo que seja profissional autônomo com notas fiscais) ajuda o juiz a entender que aquela pessoa tem raízes sociais e não pretende fugir. Como provar a inocência ainda na fase de inquérito O inquérito policial é a fase de investigação se o seu familiar foi preso injustamente. Se o advogado conseguir provar a inocência do suspeito já nesse estágio, é possível evitar que ele se torne réu em um processo judicial longo. A importância do álibi Um álibi é a prova de que a pessoa estava em outro lugar no momento em que o crime ocorreu. Em tempos digitais, o GPS do celular é uma das provas mais robustas. O advogado pode requerer que os dados de geolocalização do aparelho sejam preservados e analisados para confirmar que o seu familiar não poderia estar na cena do crime. Câmeras de monitoramento Muitas vezes, a prova da inocência está gravada em uma câmera de um vizinho ou de um estabelecimento comercial. O problema é que essas imagens costumam ser apagadas em poucos dias. O advogado criminalista atua rapidamente para notificar esses locais e garantir a preservação das imagens antes que elas sumam. Entenda o Relaxamento de Prisão e a Liberdade Provisória Existem caminhos jurídicos diferentes para quem foi preso injustamente. O especialista escolherá o mais adequado para o caso: Relaxamento de Prisão O relaxamento acontece quando a prisão é ilegal. Se a polícia entrou na casa sem mandado (e sem flagrante real), se houve agressão física, ou se os prazos da delegacia foram desrespeitados, a prisão deve ser relaxada. No caso de uma prisão de inocente baseada em erro crasso, o advogado aponta a falta de “justa causa” para que o juiz anule o ato. Liberdade Provisória Se o juiz entender que a prisão foi “legal” dentro da burocracia, mas que não há motivos para manter a pessoa presa (por ser primária, ter bons antecedentes e residência fixa), ele concede a liberdade provisória. O seu familiar sai da cadeia e responde ao processo em liberdade, podendo provar sua inocência sem o trauma do cárcere. O Papel Fundamental da Audiência de Custódia A audiência de custódia ocorre em até 24 horas após a prisão. É o primeiro contato do preso com um juiz. Para o familiar preso injustamente, este é o momento mais crítico. Nesta audiência, o advogado apresentará todos os documentos e provas de álibi reunidos nas primeiras horas. O foco é

Mandado de Busca e Apreensão: o que fazer se a Polícia bater

O que é um mandado de Busca e Apreensão? Veja a análise abaixo do advogado que foi campeão brasileiro de direito penal e processo penal Trata-se de uma ordem escrita, emitida obrigatoriamente por um juiz, que autoriza agentes policiais a entrar em um local específico. O objetivo é colher provas, apreender objetos ilícitos ou localizar pessoas. Para que o documento seja válido, ele deve apresentar: Regras de horário: a Polícia pode entrar à noite ou de madrugada? Esta é uma das maiores dúvidas de quem enfrenta esse problema. A Constituição Federal e a Lei de Abuso de Autoridade (Lei 13.869/2019) definem limites claros para o cumprimento de mandados em residências: Passo a Passo: o que fazer durante a busca e apreesão Mantenha o foco nestas ações para garantir a legalidade do ato: 1. Mantenha a Calma e Peça o Mandado Não impeça a entrada se o documento estiver correto, pois isso pode gerar uma prisão por resistência. Peça para ler o mandado e, se possível, tire uma foto ou exija uma cópia imediata. 2. Chame seu Advogado Criminalista Agora Você tem o direito de ser assistido por um advogado. Embora a polícia não precise esperar o profissional chegar para começar a busca, a presença dele no local intimida abusos, garante que itens não listados não sejam levados e orienta o que você deve ou não falar. 3. Acompanhe a Revista em Todos os Cômodos A lei exige que o morador acompanhe a diligência. Não permita que policiais circulem sozinhos pela casa. Se eles se dividirem em vários quartos, peça que alguém de sua confiança acompanhe cada grupo. 4. Utilize o Direito ao Silêncio Os policiais podem fazer perguntas informais sobre os objetos encontrados. Você não é obrigado a responder nada sem a presença do seu advogado. Lembre-se: o que você diz informalmente pode ser usado contra você no relatório policial. Celulares e Computadores: preciso dar a senha? Este é um ponto crítico de proteção de dados e privacidade. Se houver ordem para apreender dispositivos eletrônicos, a polícia levará os aparelhos, mas: A decisão de abrir ou não o aparelho deve ser tomada apenas após conversar com seu advogado, analisando os riscos e benefícios estratégicos para o processo. O Auto de Apreensão: o documento que você deve conferir Ao final da busca, os policiais devem listar tudo o que foi levado em um documento chamado Auto de Apreensão. Dúvidas Frequentes sobre Busca e Apreensão A polícia pode quebrar a porta? Sim, se o morador se recusar a abrir ou se não houver ninguém em casa no momento do cumprimento do mandado válido. Os agentes podem usar a força para romper obstáculos, mas devem evitar danos desnecessários. Eles podem entrar na casa do vizinho? Não. O mandado é restrito ao endereço indicado. Se a polícia entrar em local diverso, a prova é ilícita e os agentes podem responder por invasão de domicílio. Posso filmar a ação policial? Sim. É direito do cidadão registrar a atuação de servidores públicos em exercício, desde que a filmagem não atrapalhe fisicamente o trabalho dos agentes. Isso serve como prova de eventuais excessos. O que acontece se o mandado tiver um erro no meu nome? Erros materiais simples (como uma letra trocada) geralmente não anulam a busca se o endereço estiver correto. No entanto, se o nome e o endereço não coincidirem com a realidade, o advogado deve apontar a nulidade imediatamente. Por que a orientação jurídica é indispensável? Um mandado de busca e apreensão é sinal de que você ou sua empresa estão sob investigação. Ignorar a gravidade desse momento é um erro perigoso. O advogado especialista atua para: Conclusão: proteja seus direitos com estratégia O cumprimento de um mandado de busca e apreensão não significa que você é culpado, mas exige uma postura defensiva imediata. O Estado possui limites e, quando esses limites são ultrapassados, as provas colhidas perdem o valor jurídico. A diferença entre um processo que avança e uma investigação que é arquivada muitas vezes está na qualidade da intervenção jurídica feita no exato momento da busca. Mantenha a postura, exija o cumprimento da lei e não abra mão da sua assistência jurídica. A preservação da sua liberdade e do seu patrimônio começa no momento em que a polícia bate à sua porta. Sua casa ou empresa foi alvo de uma busca e apreensão agora? Não deixe que o medo impeça você de tomar a decisão correta. O tempo é fundamental para questionar ilegalidades e garantir que nada seja feito fora da lei. Entre em contato agora com um advogado criminalista especialista. Se houve prisão em flagrante, leia o artigo sobre como proceder clicando aqui. Restou alguma dúvida? Pode falar conosco pelo WhatsApp abaixo.

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